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: : Galáxias subterrâneas : :

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O fotógrafo americano Kevin Downey teve de produzir uma roupa especial, com refrigeração, para desbravar a Caverna dos Cristais, em Naica, remota região do norte do México. No interior da caverna, descoberta há dez anos por dois irmãos que faziam perfurações em uma das minas de prata mais produtivas do país, a temperatura variava de 64 a 72 graus. Devido a esse calor sufocante, os exploradores e espeleólogos – como são chamados os estudiosos de cavernas – que posaram para as fotos não podiam permanecer mais do que três minutos no ambiente. Como se vê abaixo, o resultado é espantoso: um homem, aparentemente diminuto, rodeado de cristais imensos. Formado em geologia e fotografia pela Universidade de Massachusetts, Downey possui o maior banco de imagens do mundo sobre cavernas, com cerca de 200.000 fotos subterrâneas. Foi por causa das expedições de exploração e mapeamento, em que ele se empenha desde 1971, que o interesse por fotografia surgiu. "Vi que ninguém fazia boas fotos desses lugares.

Downey trará sua vasta experiência em mais de 2.400 excursões em cavernas de 44 países, cada uma delas com suas maravilhas visuais e suas dificuldades técnicas (nas legendas das fotos destas páginas, o especialista comenta os desafios de cinco das cavernas que desbravou).

Recomenda-se que todo explorador de cavernas carregue pelo menos três fontes de luz, uma delas acoplada ao capacete. Os fotógrafos, porém, precisam de mais. Para registrarem imagens em ambientes de quase total escuridão, carregam um poderoso arsenal de flashes e baterias.

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COMO EM UM SALÃO DE BAILE
"Esta é uma formação de cristais de selenita – gesso, basicamente – na caverna Lechuguilla, no estado do Novo México. Esta sala possui dezenas desses ‘candelabros’, e eles são as maiores e mais perfeitas formações desse tipo conhecidas no mundo. Lechuguilla é, talvez, a caverna mais ornamentada encontrada até hoje. O acesso a ela é permitido apenas para fins de exploração e pesquisa. Atualmente, por exemplo, ela tem cerca de 200 quilômetros ‘desenvolvidos’, como dizemos, e a cada expedição esse número aumenta"

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UM POÇO SEM FUNDO
"Este abismo na caverna Ellison, no estado americano da Geórgia, tem cerca de 180 metros em queda livre e está situado abaixo de dois outros abismos menores. A iluminação foi feita por um único espeleólogo: à medida que descia pela corda, ele ia disparando flashes potentes, com uma exposição longa. Em geral, uma cachoeira cai por este abismo, e o ambiente fica repleto de gotículas de água em suspensão. Fiz oito viagens ao local no período de um ano até encontrá-lo assim, quase seco. Ainda havia um pouco de névoa, mas ela ajuda a dimensionar a profundidade do poço. Muitas das técnicas usadas na exploração de grandes abismos no mundo inteiro foram desenvolvidas aqui"

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COGUMELOS EXÓTICOS
"Esta estalagmite gigante em forma de cogumelo é feita de calcita e dolomita e fica em um sistema de cavernas batizado de Jarrito, no norte de Cuba. Essas cavernas sofreram uma longa série de inundações e secas, e em várias ocasiões estiveram no nível da haloclina, onde água salgada e água doce se misturam – ou seja, praticamente no nível do mar. Tais formas exóticas são muito raras e contêm um registro perfeito das condições da caverna ao longo do tempo. Isso é essencial para compreender as variações climáticas que ocorreram nessa região no passado. Dezenas de quilômetros de galerias já foram mapeadas em Jarrito, mas o potencial para novas descobertas ainda é grande"

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UMA FLORESTA SECRETA
"Chamo esta formação de ‘floresta secreta de canudos’. Ela fica no interior de uma caverna do sul da França cuja localização exata é mantida em sigilo, a fim de proteger esses canudos extremamente delicados. Tratam-se de tubos ocos de calcita cristalina, e um único toque é suficiente para destruí-los. Fazer esta foto envolveu uma considerável equipe de apoio, além de grande cuidado, para garantir que tudo permanecesse intacto"

FONTE: Revista Veja – Abril 2010

: : Os novos suspeitos do aquecimento global : :

 

A Terra está ficando mais quente. E isso é culpa da poluição gerada pelo homem. Fato. Mas novos estudos revelam que o problema também vem de onde menos se espera: o mar, as nuvens e até as plantas podem estar contribuindo para piorar os efeitos do CO2

Em novembro de 2009, hackers invadiram um computador da Universidade de East Anglia, que fica no Reino Unido e é um dos principais centros da pesquisa sobre o aquecimento global. De lá saem vários dos números que a ONU utiliza em seus estudos - em que os governos de todo o mundo se baseiam para tomar decisões sobre o assunto. Os hackers roubaram 1 000 e-mails e 2 mil documentos, em que os cientistas debatem questões técnicas - inclusive uma série de mensagens em que discutem um "truque" para "esconder um declínio" (palavras deles) na quantidade de CO2 presente na atmosfera em épocas passadas.

O episódio, apelidado pela imprensa de Climagate (uma referência a Watergate, escândalo que derrubou o presidente americano Richard Nixon nos anos 70), gerou uma polêmica mundial. Quem não acredita no aquecimento global, ou acha que ele não é obra da humanidade, encarou os tais e-mails como suposta prova disso. E os cientistas foram acusados de manipulação de dados. Montaram-se vários comitês independentes para investigar o caso, que chegaram a uma conclusão unânime. Os números do aquecimento global estavam certos, e o tal truque era apenas um procedimento matemático. Os pesquisadores tinham descartado alguns poucos números de medição de temperatura - que estavam muito diferentes dos demais, e por isso provavelmente errados. É uma técnica estatística válida e aceita pela ciência.
Mas essa novela abriu uma nova discussão: existe muita coisa que ainda não entendemos sobre o aquecimento global. O básico, todo mundo sabe. O homem queima combustíveis fósseis e isso libera CO2, que se acumula na atmosfera e provoca o famoso efeito estufa, que impede que o calor se dissipe e deixa a Terra mais quente.

Só que isso não conta toda a história.

A emissão de CO2 desencadeia efeitos estranhos no planeta. E isso faz com que elementos aparentemente inofensivos se voltem contra a humanidade, piorando o aquecimento global.

A água, por exemplo. Água é vida. É difícil acreditar que ela possa ter algum efeito maléfico sobre alguma coisa, quanto mais piorar o aquecimento global. Mas é justamente isso que pode estar acontecendo. Vamos explicar. Pense na água em estado sólido: gelo. Localizado principalmente nos polos, ele ajuda a refrigerar o planeta. Não porque é frio, mas porque é branco. Sabe quando está muito sol e você usa uma roupa branca, porque essa cor reflete melhor os raios solares? Com o gelo, é a mesma coisa. Como ele é clarinho, reflete bem a radiação solar - faz com que o calor que chega à Terra seja rebatido de volta para o espaço. Com o aquecimento global, o gelo está derretendo, virando água e aumentando o nível dos oceanos. Só que o mar não reflete tão bem a radiação solar. Na verdade, ele absorve essa radiação, fica mais quente e sua água evapora. E é aí que o problema começa.

Quanto mais os oceanos esquentam, mais água evapora. Na forma de gás, a água tem muita capacidade de reter calor: é uma substância quase tão potente quanto o CO2 na produção do efeito estufa. Quanto mais vapor d’água, mais calor retido na atmosfera - o que, por sua vez, deixa os oceanos ainda mais quentes, realimentando o processo. Ninguém sabe exatamente o tamanho do problema, mas segundo estimativas feitas pelo climatologista Richard Linzen, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a cada 1 grau de aquecimento global causado pela emissão de CO2, o vapor d’água poderia adicionar até 0,7 oC. Um estudo produzido pela equipe da cientista Susan Solomon, da Noaa (agência do governo dos EUA que estuda os oceanos e a atmosfera), demonstrou, com dados de satélites e de balões meteorológicos, que a quantidade de vapor d’água na estratosfera disparou nos anos 90 - e foi responsável por quase 30% do aquecimento global ocorrido nessa década.

Fonte: Revista Super Interessante 09/2010

: : O Futuro do planeta em jogo : :

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“O mundo tem até dezembro, em Copenhague, na Dinamarca – quando se realizará a COP-15 –, para definir uma agenda global que estabeleça os esforços que serão feitos para mitigar o avanço das mudanças climáticas, as medidas que serão tomadas para nos adaptarmos às novas transformações que certamente o planeta vai sofrer e a parcela de cada país na conta do aquecimento global.”

O fato de que a Terra está se aquecendo não está em discussão. Tem havido um aumento de temperatura em todo o mundo, sem distinção, em áreas continentais, oceânicas, próximas às grandes cidades, nas regiões rurais e nos lugares mais remotos. Isso prova que se trata de um fenômeno global.

A “15ª Conferência das Partes, da ONU – Organização das Nações Unidas”, é o evento mais aguardado deste ano. De 7 a 18 de dezembro, o futuro da Terra - e, especialmente, da espécie humana - estará em pauta. O encontro tem sido encarado como a última chance para que o mundo chegue a um acordo sobre o que será, realmente, feito para frear o aquecimento global, antes que expire o Protocolo de Kyoto, em 2012.

Não é a primeira vez que o planeta aquece. Em milhões de anos, a Terra já teve concentrações de efeito estufa como agora. Esse é o argumento que o grupo dos chamados "céticos" do aquecimento global usa para dizer que o ser humano não tem nada a ver isso e que suas emissões de carbono não afetam o aquecimento global.

As médias de chuvas também tendem a ser alteradas. Enquanto a Amazônia e o Nordeste diminuiriam sua pluviosidade em 20% - com possibilidades de secas e ondas de calor e, mesmo, da substituição da floresta amazônica por savana -, o Sul e o Sudeste teriam um aumento de 10% de precipitação, que se manifestaria por meio de chuvas extremas e não regulares. Além do impacto ambiental, está aí uma projeção que implica em grandes problemas sociais, de saúde e, também, de ondas migratórias.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_450504.shtml

: : Areia das praias de cidades brasileiras pode desaparecer : :

A escassez progressiva da areia pode fazer com que algumas praias do litoral brasileiro desapareçam do mapa, principalmente em cidades. A afirmação é do geólogo e geógrafo Dieter Muehe para quem os maiores vilões deste fenômeno são o aquecimento global e as ações nocivas do homem ao meio ambiente.

Em entrevista à Agência Brasil, Muehe explicou que as mudanças climáticas estão provocando elevações do nível do mar e tempestades em ritmo acelerado tornando vulneráveis as faixas de areia de muitas praias no país.

“As regiões urbanas são as que correm mais risco, pois geralmente a perda de areia não é reposta naturalmente e a orla sofre maior erosão. Isso já ocorre em várias praias do Rio de Janeiro, como Piratininga, Ipanema e Cabo Frio”.

Embora preocupante, a situação pode ser revertida, explicou o geólogo. “As areias retiradas precisam ser repostas por meio de dragagens com areias idênticas às da praia ou mais grossas”.

Outra solução, segundo o especialista é a exploração de depósitos arenosos na zona submarina, embora seja uma alternativa cara, por já serem usadas pela construção civil ou pela proibição de sua exploração por questões ambientais.

Ele alertou que é fundamental investir em estudos sobre as fontes de sedimentos, com depósito de areia adequado, “além de saber como tirar para não afetar a biologia da área”.

Fonte: UOL Ciências

: : Chuva de meteoros é registrada em várias partes do mundo : :

 

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A chuva de meteoros Perseidas encantou observadores de várias partes do mundo na madrugada desta sexta-feira, 13 de agosto. O fênomeno ocorreu com mais intensidade no hemisferio Norte. Segundo a Sociedade Astronômica Real, da Grã-Bretanha, até cem meteoros puderam ser vistos riscando o céu a cada hora.

A chuva de meteoros Perseidas (assim chamados porque os meteoros vêm da direção da constelação de Perseus) é causada por detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle. A cada 133 anos, o enorme cometa cruza o Sistema Solar e deixa para trás um rastro de poeira e detritos. Quando a Terra passa pela região, os fragmentos se chocam com a atmosfera a 140.000 mph (aproximadamente 225.000 kilômetros por hora) e se desintegram em explosões de luz.

Fonte: Terra
Foto: Reuters

: : Lago na Argentina 'reproduz condições primitivas da Terra' : :

 

0grandeg_ Em um lago remoto, a 4,5 mil metros acima do nível do mar e em um hábitat com pouco oxigênio, vivem as "superbactéras".

Esses milhões de organismos resistentes a extremos, descobertos por uma equipe de investigadores da Argentina, poderiam ajudar a revelar como começou a vida na Terra e como seria possível sobreviver em outros planetas.

A descoberta se deu no lago Diamante, na província de Catamarca, no noroeste da Argentina - um espelho de água no meio de uma cratera vulcânica que, segundo os especialistas, é o mais próximo do ambiente primitivo da Terra que existia há 3,4 bilhões de anos atrás.

"Estas lagoas e as bactérias que sobrevivem nelas guardam o segredo de mecanismos de resistência a condições extremas que podem ter muitas aplicações biotecnológicas", disse à BBC Mundo a microbióloga María Eugenia Farías, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet, na sigla em espanhol).

Se as bactérias são capazes de sobreviver neste ambiente inóspito, sugerem os pesquisadores, talvez pudessem também sobreviver em um hábitat como o do planeta Marte.

Fonte: BBC

: : Aumento de temperatura causa morte de corais na Indonésia : :

 

coral morte “Um aumento dramático nas temperaturas do oceano próximo à província de Aceh, na Indonésia, causou a morte de grandes áreas de corais. Cientistas temem que as consequências possam ser muito maiores do que imaginado inicialmente e uma dos piores na história da região.”

O branqueamento das corais - por causa da remoção das algas de dentro de seus tecidos por conta de altas temperaturas - foi registrado pela primeira vez em maio depois de um aumento repentino nas temperaturas no Mar Andaman, entre a ponta norte da Ilha de Sumatra até a Tailândia e Mianmar.

Uma equipe internacional de cientistas estudando o processo de branqueamento descobriu que 80% de algumas espécies havia morrido desde a primeira avaliação em maio.

Espera-se que mais colônias de corais morram nos próximos meses, o que poderia ser um desastre para as comunidades locais que dependem dos recifes para alimento e dinheiro proveniente do turismo.

 

Fonte: Reuters