: : Casa Ecológica : :

 

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Casa Ecológica mostra que a luta pela preservação do meio ambiente pode começar na sua própria residência. Em um ambiente interativo, a Casa traz dicas divididas por cômodos.

Fonte: Revista Mundo Estranho

: : Jardim urbano instalado em ônibus em movimento : :

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A ideia de instalar um espaço ecológico exatamente sobre um automóvel que gera poluição e deteriora o meio ambiente é de Marcos Castro Cosio.

O projeto de aumentar o espaço verde dentro dos corações urbanos das grandes cidades ganhou o segundo lugar no prêmio Design Wala Grand Idea Competition.

Marcos Cosio calculou que se uma cidade com uma frota de 4.500 automóveis de transporte coletivo, aderisse ao seu projeto, o espaço verde seria aumentado em 35 hectares!


Boa ideia, não?

Fonte: http://busroots.org/

: : Queimadas poluem mais que fábricas no Brasil : :

Brasil teve 117.453 focos de incêndio, a região mais afetada foi a região Norte, com 47.366.

image Ao contrário de outros países, no Brasil a maior parte das emissões de carbono vem das queimadas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em torno de 75% de todo CO2 presente na atmosfera é lançado através desse processo.

 

 

Grande parte das queimadas é feita pelos pequenos agricultores, que tem nessa prática a solução para preparar o terreno para plantio. O modo correto seria a utilização de maquinário especializado, mas para a realidade desses fazendeiros as queimadas são as únicas alternativas.

Esse processo é muito utilizado também nas plantações de cana-de-açúcar, para facilitar a colheita, pois com isso são retirados os espinhos e os trabalhadores conseguem ter um melhor desempenho.

Dentro do senso comum essas práticas têm como único ponto negativo a emissão de gases que contribuem com o efeito estufa. Mas não é verdade, as queimadas trazem um benefício imediato ao solo, mas a médio e longo prazo o terreno começa a perder muitos nutrientes, podendo se tornar improdutivo.

Para denunciar e avisar as autoridades competentes sobre focos de incêndio basta entrar em contato com o Institudo Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) ou com as Secretarias de Meio Ambiente de cada Estado.

Para avisar sobre as queimadas

Nacional / Ibama

0800-61-8080

Fonte:  Atitude Sustentável.

: : Galáxias subterrâneas : :

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O fotógrafo americano Kevin Downey teve de produzir uma roupa especial, com refrigeração, para desbravar a Caverna dos Cristais, em Naica, remota região do norte do México. No interior da caverna, descoberta há dez anos por dois irmãos que faziam perfurações em uma das minas de prata mais produtivas do país, a temperatura variava de 64 a 72 graus. Devido a esse calor sufocante, os exploradores e espeleólogos – como são chamados os estudiosos de cavernas – que posaram para as fotos não podiam permanecer mais do que três minutos no ambiente. Como se vê abaixo, o resultado é espantoso: um homem, aparentemente diminuto, rodeado de cristais imensos. Formado em geologia e fotografia pela Universidade de Massachusetts, Downey possui o maior banco de imagens do mundo sobre cavernas, com cerca de 200.000 fotos subterrâneas. Foi por causa das expedições de exploração e mapeamento, em que ele se empenha desde 1971, que o interesse por fotografia surgiu. "Vi que ninguém fazia boas fotos desses lugares.

Downey trará sua vasta experiência em mais de 2.400 excursões em cavernas de 44 países, cada uma delas com suas maravilhas visuais e suas dificuldades técnicas (nas legendas das fotos destas páginas, o especialista comenta os desafios de cinco das cavernas que desbravou).

Recomenda-se que todo explorador de cavernas carregue pelo menos três fontes de luz, uma delas acoplada ao capacete. Os fotógrafos, porém, precisam de mais. Para registrarem imagens em ambientes de quase total escuridão, carregam um poderoso arsenal de flashes e baterias.

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COMO EM UM SALÃO DE BAILE
"Esta é uma formação de cristais de selenita – gesso, basicamente – na caverna Lechuguilla, no estado do Novo México. Esta sala possui dezenas desses ‘candelabros’, e eles são as maiores e mais perfeitas formações desse tipo conhecidas no mundo. Lechuguilla é, talvez, a caverna mais ornamentada encontrada até hoje. O acesso a ela é permitido apenas para fins de exploração e pesquisa. Atualmente, por exemplo, ela tem cerca de 200 quilômetros ‘desenvolvidos’, como dizemos, e a cada expedição esse número aumenta"

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UM POÇO SEM FUNDO
"Este abismo na caverna Ellison, no estado americano da Geórgia, tem cerca de 180 metros em queda livre e está situado abaixo de dois outros abismos menores. A iluminação foi feita por um único espeleólogo: à medida que descia pela corda, ele ia disparando flashes potentes, com uma exposição longa. Em geral, uma cachoeira cai por este abismo, e o ambiente fica repleto de gotículas de água em suspensão. Fiz oito viagens ao local no período de um ano até encontrá-lo assim, quase seco. Ainda havia um pouco de névoa, mas ela ajuda a dimensionar a profundidade do poço. Muitas das técnicas usadas na exploração de grandes abismos no mundo inteiro foram desenvolvidas aqui"

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COGUMELOS EXÓTICOS
"Esta estalagmite gigante em forma de cogumelo é feita de calcita e dolomita e fica em um sistema de cavernas batizado de Jarrito, no norte de Cuba. Essas cavernas sofreram uma longa série de inundações e secas, e em várias ocasiões estiveram no nível da haloclina, onde água salgada e água doce se misturam – ou seja, praticamente no nível do mar. Tais formas exóticas são muito raras e contêm um registro perfeito das condições da caverna ao longo do tempo. Isso é essencial para compreender as variações climáticas que ocorreram nessa região no passado. Dezenas de quilômetros de galerias já foram mapeadas em Jarrito, mas o potencial para novas descobertas ainda é grande"

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UMA FLORESTA SECRETA
"Chamo esta formação de ‘floresta secreta de canudos’. Ela fica no interior de uma caverna do sul da França cuja localização exata é mantida em sigilo, a fim de proteger esses canudos extremamente delicados. Tratam-se de tubos ocos de calcita cristalina, e um único toque é suficiente para destruí-los. Fazer esta foto envolveu uma considerável equipe de apoio, além de grande cuidado, para garantir que tudo permanecesse intacto"

FONTE: Revista Veja – Abril 2010

: : Cientistas descobrem planeta habitável a 20 anos-luz de distância : :

image Planetas rochosos, parecidos com a Terra, já foram descobertos. Mas este, a 20 anos-luz de distância de nós, é o primeiro que parece ser habitável, dizem cientistas norte-americanos.

 

 

 

 

O Gliese 581g é um dos seis planetas do sistema em torno da estrela Gliese 581 (uma anã vermelha, que fica na Constelação da Libra), tem uma massa três vezes superior à da Terra e parece ser rochoso. Orbita a sua estrela a uma distância que o coloca dentro da chamada “zona habitável”, onde a água poderá existir em estado líquido à superfície do planeta. E tem um diâmetro 1,2 a 1,4 vezes superior ao da Terra, portanto terá gravidade suficiente para conseguir reter a sua atmosfera.

A descoberta, que resulta de 11 anos de observações, foi feita por cientistas da Universidade da Califórnia, Santa Cruz, e do Instituto Carnegie, em Washington. Foi anunciada esta madrugada em comunicado de imprensa, e colocada online, no site de publicação de artigos de investigação da área da física arXiv.org, mas será também publicada na revista científica “Astrophysical Journal”.

Para os astrofísicos, um planeta “potencialmente habitável” é aquele que pode sustentar vida – não necessariamente um que os humanos considerem bom para se viver. Este fica bem no meio da zona habitável do sistema solar – onde não fica demasiado quente nem demasiado frio, onde pode haver rios e oceanos à superfície.
Mas um ano em Gliese 581g dura apenas 37 dias – é este o tempo que leva a completar uma volta à sua estrela. E mostra sempre a mesma cara à estrela, como a Lua faz com a Terra. Assim, no lado do planeta virado para o Sol é sempre dia e no que fica na obscuridade – a noite é eterna.

As temperaturas à superfície oscilam, por isso, entre o calor escaldante e o frio de enregelar – mas a temperatura média é negativa: -31 a -12 graus Célsius, diz um comunicado de imprensa da Universidade da Califórnia em Santa Cruz. Mas, como terá atmosfera, poderá ter um efeito de estufa capaz de harmonizar melhor as condições na superfície.

No entanto, o local mais confortável do planeta seria a zona de transição entre a obscuridade e a luz, onde as temperaturas seriam mais amenas, dizem os cientistas. Mas o facto de o planeta estar dividido em duas zonas claramente definidas e estáveis pode ser uma vantagem para que surja a vida.“Quaisquer formas de vida que surgissem no planeta teriam uma grande variedade de climas estáveis para evoluir, dependendo da longitude em que se encontrassem”, comentou Steven Vogt, um dos coordenadores da equipa.

Talvez o mais interessante desta descoberta é o que traz em termos de implicações sobre a probabilidade de as estrelas terem pelo menos um planeta habitável na sua órbita. Dado o número relativamente pequeno de estrelas monitorizado pelos astrónomos caçadores de planetas, esta descoberta aconteceu relativamente depressa: se os planetas habitáveis são raros, diz Vogt, “não devíamos ter achado um tão depressa, e tão perto de nós.”

A conclusão dele é optimista: “O número de sistemas solares com planetas potencialmente habitáveis é, provavelmente, da ordem dos 10 ou 20 por cento. Quando se multiplica isto pelas centenas de milhares de milhões de estrelas da Via Láctea, obtemos um número gigantesco. Pode haver dezenas de milhares de milhões de sistemas solares com planetas habitáveis na nossa galáxia.”

Fonte: arXiv.org

: : Os novos suspeitos do aquecimento global : :

 

A Terra está ficando mais quente. E isso é culpa da poluição gerada pelo homem. Fato. Mas novos estudos revelam que o problema também vem de onde menos se espera: o mar, as nuvens e até as plantas podem estar contribuindo para piorar os efeitos do CO2

Em novembro de 2009, hackers invadiram um computador da Universidade de East Anglia, que fica no Reino Unido e é um dos principais centros da pesquisa sobre o aquecimento global. De lá saem vários dos números que a ONU utiliza em seus estudos - em que os governos de todo o mundo se baseiam para tomar decisões sobre o assunto. Os hackers roubaram 1 000 e-mails e 2 mil documentos, em que os cientistas debatem questões técnicas - inclusive uma série de mensagens em que discutem um "truque" para "esconder um declínio" (palavras deles) na quantidade de CO2 presente na atmosfera em épocas passadas.

O episódio, apelidado pela imprensa de Climagate (uma referência a Watergate, escândalo que derrubou o presidente americano Richard Nixon nos anos 70), gerou uma polêmica mundial. Quem não acredita no aquecimento global, ou acha que ele não é obra da humanidade, encarou os tais e-mails como suposta prova disso. E os cientistas foram acusados de manipulação de dados. Montaram-se vários comitês independentes para investigar o caso, que chegaram a uma conclusão unânime. Os números do aquecimento global estavam certos, e o tal truque era apenas um procedimento matemático. Os pesquisadores tinham descartado alguns poucos números de medição de temperatura - que estavam muito diferentes dos demais, e por isso provavelmente errados. É uma técnica estatística válida e aceita pela ciência.
Mas essa novela abriu uma nova discussão: existe muita coisa que ainda não entendemos sobre o aquecimento global. O básico, todo mundo sabe. O homem queima combustíveis fósseis e isso libera CO2, que se acumula na atmosfera e provoca o famoso efeito estufa, que impede que o calor se dissipe e deixa a Terra mais quente.

Só que isso não conta toda a história.

A emissão de CO2 desencadeia efeitos estranhos no planeta. E isso faz com que elementos aparentemente inofensivos se voltem contra a humanidade, piorando o aquecimento global.

A água, por exemplo. Água é vida. É difícil acreditar que ela possa ter algum efeito maléfico sobre alguma coisa, quanto mais piorar o aquecimento global. Mas é justamente isso que pode estar acontecendo. Vamos explicar. Pense na água em estado sólido: gelo. Localizado principalmente nos polos, ele ajuda a refrigerar o planeta. Não porque é frio, mas porque é branco. Sabe quando está muito sol e você usa uma roupa branca, porque essa cor reflete melhor os raios solares? Com o gelo, é a mesma coisa. Como ele é clarinho, reflete bem a radiação solar - faz com que o calor que chega à Terra seja rebatido de volta para o espaço. Com o aquecimento global, o gelo está derretendo, virando água e aumentando o nível dos oceanos. Só que o mar não reflete tão bem a radiação solar. Na verdade, ele absorve essa radiação, fica mais quente e sua água evapora. E é aí que o problema começa.

Quanto mais os oceanos esquentam, mais água evapora. Na forma de gás, a água tem muita capacidade de reter calor: é uma substância quase tão potente quanto o CO2 na produção do efeito estufa. Quanto mais vapor d’água, mais calor retido na atmosfera - o que, por sua vez, deixa os oceanos ainda mais quentes, realimentando o processo. Ninguém sabe exatamente o tamanho do problema, mas segundo estimativas feitas pelo climatologista Richard Linzen, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a cada 1 grau de aquecimento global causado pela emissão de CO2, o vapor d’água poderia adicionar até 0,7 oC. Um estudo produzido pela equipe da cientista Susan Solomon, da Noaa (agência do governo dos EUA que estuda os oceanos e a atmosfera), demonstrou, com dados de satélites e de balões meteorológicos, que a quantidade de vapor d’água na estratosfera disparou nos anos 90 - e foi responsável por quase 30% do aquecimento global ocorrido nessa década.

Fonte: Revista Super Interessante 09/2010

: : Bebida Alcóolica na Adolescência : :

Pesquisa americana apontou que jovens que consomem muita bebida alcoólica vão sofrer na hora de tomar alguma decisão no futuro 

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O abuso de bebidas alcoólicas na adolescência pode ter efeitos danosos no processo de tomada de decisão na vida adulta. A afirmação é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Na pesquisa, ratos adolescentes ingeriram boa quantidade de álcool inserido em gelatinas. O consumo se deu durante 20 dias do período de crescimento dos animais, que tinham entre 30 e 49 dias, fase correspondente à adolescência em humanos.

Três semanas depois, os ratos foram colocados em um ambiente em que podiam escolher entre dois locais para se alimentar, ambos acionados por alavancas, um que tinha sempre duas balas de açúcar ou outro que poderia ter quatro balas ou nenhuma.

O grupo deu preferência para a área de alimentação incerta. Um segundo grupo, que não ingeriu álcool, foi colocado em ambiente semelhante e os animais preferiam escolher o local em que sabiam que sempre haveria as duas balas.

Os animais que ingeriram álcool na adolescência continuaram a optar pela incerteza na recompensa, mesmo quando as vezes em que eram colocadas mais balas diminuíram de 75% para 50% e, finalmente, para 25% do total.

Ou seja, ainda que em apenas uma a cada quatro vezes o alimentador oferecesse mais balas, os ratos continuavam a optar por pressionar tal alavanca. O resultado é que os animais do outro grupo se alimentaram constantemente e melhor.

O objetivo do estudo, que teve apoio financeiro dos institutos nacionais de Abuso de Drogas e de Abuso de Álcool e Alcoolismo do governo norte-americano, foi verificar se o consumo de álcool em níveis elevados durante a adolescência poderia afetar futuramente as áreas no cérebro envolvidas no processo de decisão.

De acordo com os autores, os animais que consumiram álcool enquanto jovens se mostraram mais propensos a tomar decisões arriscadas do que os demais. O teste de recompensa, com a alimentação constante e com a desconhecida, foi repetido quando os animais atingiram os três meses de vida, com resultados semelhantes.

“Sabemos que a exposição precoce ao álcool e outras substâncias é um indicador de posterior abuso químico em humanos. É um conceito novo pensar que a exposição na adolescência pode ter efeitos cognitivos de longo prazo, mas não podemos testar isso em pessoas”, disse Nicholas Nasrallah, um dos autores do estudo.

“Mas nosso modelo, que envolveu o uso de ratos, corrobora a relação causal entre o uso precoce do álcool e o posterior aumento nas tomadas de decisões arriscadas”, afirmou.

“O modelo animal que utilizamos permite estabelecer essa relação. Estudos apontam que regiões do cérebro, incluindo aquelas envolvidas na tomada de decisões, demoram para se desenvolver e o processo se alastra pela adolescência. Nosso estudo indica que as estruturas envolvidas nesse desenvolvimento tardio são afetadas pelo abuso do álcool”, disse Ilene Bernstein, professora de psicologia da Universidade de Washington, outra autora do estudo.

Fonte: Agênicia Fapesp